cover.jpg

Este volume trata da pré-história da África e da metodologia utilizada para a sua elaboração. A primeira parte do livro avalia a importância atribuída pelas sociedades africanas ao seu passado, ao crescimento e ao desenvolvimento. Discorre sobre a historiografia africana juntamente com uma descrição geral de fontes e técnicas utilizadas no estudo e pesquisa do continente, em um empreendimento conjunto da arqueologia, linguística, literatura, tradição oral e outras disciplinas. Os capítulos de 10 a 12 abordam aspectos linguísticos e migrações. Em seguida, há dois capítulos sobre geografia histórica e uma discussão sobre o quadro cronológico adotado no estudo da África. A segunda metade do volume lida especificamente com o surgimento do homem na África e a pré-história do continente, com destaque para o Vale do Nilo.

HISTÓRIA DA ÁFRICA 2.png

Este volume aborda desde o período final do Neolítico, em torno do oitavo milênio a.C., até o século VII da Era Cristã. Esse período, de cerca de nove mil anos de história, é subdividido em quatro grandes zonas geográficas, assim abordadas: nos capítulos de 1 a 12, o corredor do Nilo, o Egito e a Núbia, de 13 a 16, as terras altas da Etiópia, de 17 a 20, a área do Magreb e seu interior saariano. Os capítulos de 21 a 29 traçam um panorama do resto da África, bem como das ilhas africanas do oceano Índico. De fato, a maior parte do Volume II é dedicada à antiga civilização do Egito, em virtude do lugar preeminente que ocupa no início da história da África.

HISTÓRIA DA ÁFRICA 3.png

Este volume aborda o período que abrange do século VII ao XI e trata principalmente: da influência crescente do Islã nas regiões Norte e Oeste do continente, da disseminação da cultura islâmica e de sua interação com a cultura africana tradicional, da expansão contínua dos povos de língua banto e do florescimento e consolidação de civilizações nas zonas sudanesas da África Ocidental. Discute-se detalhadamente a dinastia islâmica no Norte da África, seus contatos mais amplos e os cristãos na Núbia. Discorre sobre as savanas, as florestas, a costa oeste da África, o Chifre da África, a costa leste da África e o interior, a África Central, a África do Sul e Madagascar, e, por fim, o desenvolvimento interno e os contatos internacionais. Analisa-se, ainda, a diáspora africana na Ásia, bem como as relações internacionais e a difusão da tecnologia no contexto africano. Avalia-se também o impacto geral desse período na História da África.

HISTÓRIA DA ÁFRICA 4.png

Este volume aborda do século XII até o XVI. Nesse período, a história do continente é marcada pelos registros escritos que se tornam mais comuns, cujos temas característicos são: o triunfo do Islã, a extensão das relações comerciais, os intercâmbios culturais e os contatos humanos, e o desenvolvimento de reinos e impérios. O primeiro capítulo descreve os Almóadas. Seguem-se os capítulos sobre as várias civilizações da África Ocidental: Mali, Songhai, região do rio Níger, bacia do Volta, Chade, Haussa e povos costeiros da Casamance e do Camarões. O enfoque do capítulo 15 em diante é o Norte da África e o Oriente Médio, a começar do Egito e da Núbia, passando pela Etiópia e pelos Estados do Chifre da África, incluindo o desenvolvimento da civilização Suaíli. A África Central é representada nos capítulos em que se tem como referência as áreas entre o litoral e os grandes lagos, a região interlacustre e as bacias dos rios Zambeze e Limpopo. Os demais capítulos falam sobre a África Equatorial, Angola, África do Sul, Madagascar e ilhas vizinhas.

HISTÓRIA DA ÁFRICA 5.png

Este livro aborda desde o início do século XVI até o fim do século XVIII. Dois grandes temas se apresentam: primeiro, a contínua evolução interna dos Estados africanos e seus aspectos culturais. Em segundo, o crescente envolvimento dos africanos com o comércio externo e suas consequências. No Norte da África, os otomanos conquistam o Egito e estabelecem regências em Trípoli, em Túnis e em Argel. Ao sul do Saara, alguns dos maiores e mais antigos Estados entram em colapso (Songhai, no oeste do Sudão e Etiópia cristã), ao passo que emergem novas bases de poder (Asabte, Daomé, Sakalava) com estruturas político-administrativas altamente centralizadas e classes sociais distintas, muitas vezes com forte caráter feudal. As religiões tradicionais continuam a coexistir com o cristianismo, em declínio, e o islamismo, em ascensão. Ao longo da costa da África Ocidental, os europeus estabelecem uma rede de comércio cujo foco é o tráfico negreiro internacional, em decorrência, principalmente, do desenvolvimento de lavouras de agricultura no Novo Mundo. 

HISTÓRIA DA ÁFRICA 6.png

Este volume aborda do início do século XIX aos anos de 1880, anterior à disputa europeia pelo território africano e ao estabelecimento do regime colonial. Durante o período, apesar da crescente presença dos europeus em vários campos, e das influências indiretas e externas sobre muitas sociedades africanas, houve importantes tentativas distintas de se desenvolver e modernizar. Há aqui quatro capítulos temáticos, que examinam as principais forças de trabalho na sociedade africana no início do século XIX, a mudança do seu papel na economia mundial, as tendências e os processos emergentes, e os efeitos da abolição no comércio de escravos. A situação é detalhada em capítulos que tratam de diversas regiões, e os finais relatam a diáspora africana e avaliamcondições de desenvolvimento político, econômico e cultural do continente às vésperas da conquista europeia.

HISTÓRIA DA ÁFRICA 7.png

Este volume analisa o período (1880-1935) da partilha colonial, a conquista e a ocupação europeia da África e a invasão da Etiópia pela Itália fascista. Todo o volume é direcionado para as respostas dos próprios africanos aos desafios do colonialismo. Inicialmente, apresenta-se um levantamento das atitudes e reações dos africanos, às vésperas da era colonial, às pretensões europeias e suas ambições imperiais, seguido de capítulos que discutem iniciativas e reações africanas frente a divisão territorial arbitrária, conciliando uma visão geral e o detalhamento regional. A análise dos anos de 1919 à 1935 enfoca o impacto dos aspectos econômicos e sociais dos sistemas coloniais nas diferentes zonas de influência europeia e no norte do continente. Os capítulos finais observam os movimentos anticolonialistas, o fortalecimento do nacionalismo político africano e da interação entre a África negra e o Novo Mundo. Libéria e Etiópia são discutidas em capítulos especiais.

HISTÓRIA DA ÁFRICA 8.png

Este volume analisa o período a partir de 1935. São examinadas as dimensões política, econômica e cultural do continente, mediante a progressiva libertação do jugo colonial. Para a África, 1935 marca o início da Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Etiópia por Mussolini. O conflito internacional domina a primeira seção deste volume, com a descrição das crises no Chifre da África, na África do Norte e em outras regiões sob o domínio das potências europeias. A segunda e terceira seções do texto ocupam-se das seguidas lutas políticas na África, de 1945 às independências, do subdesenvolvimento e da luta pela autonomia econômica, examinando a construção da nação e a transformação progressiva das estruturas e dos valores políticos. As seções quatro e cinco discorrem sobre mudanças políticas e socioculturais desde 1935. As duas últimas seções abordam o desenvolvimento do pan-africanismo e o papel da África independente nos assuntos mundiais: a relação com países capitalistas, socialistas e em desenvolvimento, com a ONU, e as perspectivas rumo ao novo milênio.

PDF.png

 

 

As reflexões contidas neste artigo partiram de itans, narrativas míticas integrantes do Corpus Literário de Ifá, a mais importante manifestação da oralidade tradicional iorubá, para discutir a importância do registro e do estudo deste material. Recomenda-se que sejam investigados com base em estudos de mitologia de Eliade e Meletínski; estudos de tradição oral de Bâ, Vansina, Ki-Zerbo e Idowu; estudos de antropologia de Salami e Ribeiro; e em outras pesquisas. A escolha da temática contou com a importância da etnia iorubá na constituição do povo brasileiro e de sua cultura, além do fato de que religiões tradicionais africanas, ao lado de religiões afro-brasileiras como candomblé e umbanda, têm despertado cada vez mais o interesse de pesquisadores e de interessados em geral.

PDF.png

Ìyàmi, mãe primordial, divindade das práticas religiosas afro-brasileira em seu símbolo originário, é nosso objeto de estudo. Ìyàmi é fundamental nos cultos de origem africana.  Estudar e investigar os conhecimentos reais sobre a concepção de Ìyàmi, sua venerabilidade, sua influência na prática do culto aos orixás, bem como seus símbolos, sua celebração, suas rezas e suas louvações são os nosso objetivos.

Resgatar a identidade de Ìyàmi é tarefa árdua, pois implica na superação do preconceito e da visão redutiva deturpada que se fez sobre o aspecto ancestral feminino.

Ìyàmi, Mãe Ancestral, divindade mítica, representação coletiva das entidades genitoras ancestrais femininas, divindade das práticas religiosas afro-brasileiras. Ìyàmi veio para o Brasil com descendentes de populações da África Ocidental, mãe primordial, matriz primeira da qual advém toda a criação do mundo material.

PDF.png

Os Iorubá, aproximadamente 14 milhões (1971), são encontrados basicamente em três países na África Ocidental: Nigéria, Daomé e Togo. Na Nigéria, os iorubas estão espalhados entre a cidade de Lagos, os estados ocidentais e Kwara, sendo que, os estados ocidentais, com uma população aproximada de nove milhões, são quase que completamente habitados pelos iorubas.

No Daomé, os iorubas são um importante grupo étnico de aproximadamente meio milhão, em um país cuja população, é de dois milhões. No Togo, os iorubas também podem ser encontrados em larga escala. Aos estados ocidentais antes mencionados acrescenta-se a cultura Creole de Sierra Leone, a qual tem uma forte influência ioruba; importante também é a sobrevivência da cultura ioruba na América do Sul e das Ilhas Caribenhas, remanescentes da era do comércio escravo, e podem que podem ser encontradas mais fortemente na Bahia e em Cuba, onde a linguagem ioruba foi preservada como dialeto ritual e a religião ioruba ainda é largamente professada.

© 2021 Todos os direitos reservados a ILÉ IFÁ